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O SUS brasileiro e a importância (alcance) do mesmo.

3º ano 301 E. Médio – Grupo 01

Confira a análise do grupo sobre o podcast.

Estudantes: Pedro Henrique, Pedro Lucas, Ana Giulia Bartolozzi, Julia Salerno, Maria Clara Khodr.

O Sistema Único de Saúde (SUS) promulgado da Constituição da República Federativa do Brasil em 1988, é um dos maiores sistemas de saúde pública no mundo. Este sistema oferece acesso integral, universal e gratuito a todo cidadão brasileiro, beneficiando cerca de 180 milhões de brasileiros e realizando 2,8 bilhões de atendimentos por ano, desde procedimentos ambulatoriais simples até transplantes de órgãos. Além disso, o SUS também promove campanhas de vacinação e ações de prevenção de vigilância sanitária. A criação desse sistema representou uma mudança no conceito de saúde no Brasil, pois até então a ocorrência de enfermidades minimizava os esforços e as políticas implementadas e, assim, a saúde passou a ser promovida e a prevenção dos agravos a fazer parte do planejamento das políticas públicas.

IMPORTÂNCIA DO SUS

O SUS foi instituído pela Constituição Federal em 1998 para atender ao mandamento que classifica a saúde como um direito de todos e dever do Estado. O SUS é considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, o mesmo é descrito pelo Ministério da Saúde como “um sistema impar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos”. O princípio da universalidade é uma das mais importantes características do SUS.

Se o SUS atingiu todas essas proporções foi graças também à entrega diária dos profissionais de saúde. Colocar em prática os princípios da equidade, integralidade e universalidade esbarra, muitas vezes, na falta de recurso suficiente. Mas, mesmo assim, existem inúmeros projetos Brasil afora que mostram a potência do sistema.

A realidade é que o SUS ainda tem se revelado incapaz de oferecer assistência a todos, levando crescentes camadas da população à demanda da saúde suplementar, por meio dos serviços oferecidos pela iniciativa privada. Entre 1987 e 1992, o número de usuários da medicina suplementar cresceu a uma taxa média anual de 7,4%.

É indispensável mencionar que o SUS tem um plano excelente para pacientes portadores de câncer, que através da rede, tem direito ao tratamento completo da doença gratuitamente. São realizados cerca de 2,8 bilhões de procedimentos ambulatoriais, atualmente, 9,7 milhões de procedimentos de quimioterapia e radioterapia, 236 ml cirurgias cardíacas e 19 mil transplantes (o que é direito dos pacientes com câncer).

Em meio à pandemia do novo Coronavírus, a estrutura robusta de acolhimento do SUS é a melhor carta que o Brasil tem em mãos no combate ao vírus.

Gastão Wagner, médico e professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), explica que, se uma situação como essa acontecesse no Brasil antes do SUS, “80% a 90% da população” só teria como alternativa correr para o pronto-socorro, que incluía a rede filantrópica das Santas Casas, único serviço de assistência à saúde gratuito para qualquer pessoa naquela época. “Não havia Unidades Básicas de Saúde, não tinha garantido o acesso hospitalar, sem contar que era muito pequeno o número de hospitais”, descreve. Para quem já naturalizou o modelo implantado pelo SUS, ele lembra que, antes, havia dois ministérios, responsáveis por ações distintas e fragmentadas. “A saúde pública era isolada da rede”, diz, explicando que esse ministério se responsabilizava mais por ações de campanhas e vacinas, por exemplo. A assistência médica e hospitalar ficava a cargo do Ministério da Previdência e Assistência Social, que só atendia uma parte da população – aquela que tinha vínculo formal de trabalho. “O resto pagava pelo serviço privado”, conta. Ou corria para o pronto-socorro. Para se ter uma ideia do que isso significa, se esse modelo não tivesse mudado, os mais de 12 milhões de desempregados e 38 milhões de trabalhadores informais que existem hoje no Brasil simplesmente estariam sem cobertura em meio à pandemia.

Entre desafios e contradições, os pesquisadores não têm dúvida do saldo positivo de se ter um sistema público e universal de saúde antes, durante e depois de uma crise sanitária como a que se está vivendo. “Um efeito inesperado do coronavírus é o fortalecimento dessa ideia de que a atenção e o cuidado à saúde precisam estar fora do mercado. Cresce, no Brasil e no mundo todo, um reconhecimento da importância desses sistemas públicos”.

Diante disso, a Sociologia é uma ciência situada dentro do conjunto das ciências humanas. O objetivo da Sociologia é estudar, entender e classificar as formações sociais, as comunidades e os agrupamentos humanos, para que outras ciências e técnicas possam apresentar propostas de intervenção social que resultem em melhorias na sociedade, como ações feitas pelo governo para aumentar a qualidade dos sistemas públicos de saúde, criação de grandes leitos destinados à hospitais, eficiência das campanhas de vacinação envolvendo o SUS, etc. Assim, o assunto acaba se enquadrando perfeitamente no tema em que foi abordado nessa pesquisa, o SUS, que trabalha diariamente na saúde brasileira afim de uma melhora constante.

Em relação com a matéria de Geografia, esse mapa mostra as diversas unidades de saúde que o Brasil possui para atender toda a nossa população. Mas nem sempre isso ocorre, pois, como a menina diz, o sistema político brasileiro não se preocupa o bastante para que esse serviço público tão importante chegue a todas as pessoas que habitam no território brasileiro e isso é um fator muito preocupante para o desenvolvimento de nosso país, devido ao fato de a saúde ser um direito básico de todos os indivíduos.

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